O Presidente da Toyota, Akio Toyoda, pediu desculpas pelos defeitos ocorridos nos carros da marca, que deixaram a montadora nipônica em uma crise sem precedentes.
“Acredite em mim, os carros Toyota são seguros”, disse Toyoda, neto de Sakichi Toyoda, fundador da marca, quebrando o seu silêncio, desde que toda a polêmica teve início, nas últimas semanas.
Toyoda fez seus pronunciamentos em Nagoya, cidade que sedia a matriz. Ele admitiu que a companhia tem estado em crise, e tem enfrentado grandes desafios. “Gostaria de aproveitar esta oportunidade para pedir desculpas, do fundo do meu coração, por causa da preocupação gerada nos nossos consumidores, depois dos recalls feitos em vários modelos e em diversas regiões”, lamenta-se.
A Toyota chamou em recall mais de 8 milhões de carros em todo o mundo, em função de problemas no acelerador, que poderia prender-se, o que teria supostamente causado 19 acidentes fatais nos Estados Unidos, durante a década passada. A montadora comprometeu-se a corrigir o defeito, e se propôs a melhorar o seu gerenciamento de qualidade.
A crise colocou em xeque a boa reptutação da fabricante de carros número um do planeta.
Kazutaka Oshima, presidente da Rakuten Investment Management, alegou que os investidores precisam de respostas.
“Toyoda deverá se explicar aos acionistas, vez que eles perderam boa parte de seus investimentos”.
As ações da Toyota desvalorizaram em 30 bilhões de dólares, ou 1/5 do seu valor cotado em 21 de janeiro, dia do primeiro recall, nos Estados Unidos.
A fabricante afirma que os concessionários norte-americanos já começaram os trabalhos de conserto dos pedais do acelerador, bem como estão notificando os proprietários atingidos.
Já mostramos aqui fotos do exterior do Dacia/Renaul Duster (clique aqui e veja). Agora, é a vez do interior. Percebe-se que, apesar de o jipinho ter sido projetado com base no Logan, o interior é um pouco mais sofisticado e afável. Também pudera, pois os prováveis preços em nosso mercado seriam semelhantes aos do Ford EcoSport. Os mostradores em forma de bombom são atraentes, mas, conforme se pode averiguar pela foto, os comandos no console central transparecem a filosofia “pão-durística” do Duster, com os comandos dos vidros elétricos ali albergados. Uma escolha barata, mas nada cômoda. Só esperamos que o preço base desse pequeno SUV seja igual ou inferior a 47 mil reais (quanto custa um EcoSport XL 1.6 Flex, segundo a tabela Fipe).
Posso dizer, com absoluta certeza, que existem SUVs, e existem Land Rovers. São mundos distintos. Cada espécime, cada nicho de mercado, experimenta e apresenta, respectivamente, uma linha divisória que separa um “carro-grande-de-suspensão-elevada” de um legítimo veículo off-road. Hoje, no Dream Cars, temos o prazer de lhe apresentar o Land Rover Discovery 4.
Em sua categoria, o Discovery enfrenta também fortes e clássicos rivais, como o Mitsubishi Pajero Full e Jeep Grand Cherokee, e outros nem tanto assim, como a Toyota Hilux SW4. Muitos podem fazer cara feia, quando digo que a Hilux não é do nível dos demais, entretanto, a verdade dói: o carro não é de todo ruim, pelo contrário, mas, lado a lado com Discovery, Pajero e Cherokee, a SW4 carece de história, classe e identidade. Mas disso falaremos em outra ocasião, pois o centro das atenções é todo do Land Rover Discovery.
O Discovery 4 ainda não chegou ao Brasil, mas isso ocorrerá em breve. Seus preços devem manter-se no mesmo patamar dos de hoje, e poderão variar entre 170 e 230 mil reais, dependendo da versão e do motor. Na Grã Bretanha, o jipe só é disponível em dois tipos de motorização, ambos a diesel: um 2.7 V6 de 188 bhp e um 3.0 V6 de 241 bhp. Para o mercado brasileiro, é provável que o carro venha também nas versões a gasolina, com os já conhecidos 4.0 V6 de 216 cavalos e 4.4 V8 de 299 cavalos, já que, por aqui, não há impostos sobre os índices de emissões de poluentes.
Por fora, como é de costume na marca “inglesa” (entre aspas porque hoje a Land Rover faz parte do Grupo Tata, da Índia), o Disco não sofreu mudanças radicais. Todavia, o apreciador de carros notará inúmeras diferenças, sutis mas eficazes. Os faróis estão ainda mais high-tech, com novos contornos, modernos elementos em LED e canhão elíptico para abrigar as lâmpadas de gás xenônio. A grade também foi atualizada, com elegantes grelhas cruzadas, e o para-choque foi redesenhado, ficando mais sofisticado. A lateral ficou intocada. E atrás, destaque para as novas lanternas, com tipos ovalados e recheados de mais LEDs. A abertura assimétrica do porta-malas continua, e, por isso, mantém um dos aspectos icônicos do carro. A verdade é que o Discovery 3 foi tão inovador no seu lançamento, no ano de 2004, que, ainda hoje, mesmo sendo, por fora, praticamente o mesmo, ainda faz muita gente arregalar os olhos, deixando transparecer um inegável brilho de entusiasmo e deleite. Em suma, o Discovery 4 continua sendo aquilo o que um Discovery deve ser, hoje, amanhã e semana que vem.
Os LED's parecem diamantes.
Lanternas com elementos ovais.
No interior é que as mudanças de geração começam a fazer mais sentido. O novo volante recebeu ainda mais botões. O console central foi repaginado, e ganhou um desenho mais requintado e ergonômico. A nova tela touchscreen reuniu mais funções, e por isso retirou botões do console, abrindo espaço para um elegante relógio analógico. A qualidade dos materiais empregados e o esmero na montagem são notáveis, e deixam a concorrência – com o perdão do clichê – a comer poeira, só que pelo lado de dentro. Os suntuosos assentos convidam ao relaxamento, e os ocupantes de trás assistem a viagem como em um estádio, pois os bancos são um pouco mais altos dos que os da frente.
Interior suntuoso.
Console central renovado.
Posição de estádio.
Infotainment System
Cansou da paisagem? Então é hora de aproveitar o que o carro pode oferecer de entretenimento. Tire do bolso o seu iPod, conecte no rádio e ouça a sua playlist predileta, sem pulos e sustos dos obsoletos CDs, que também podem ser tocados. Delicie-se com a pureza do som oriundo de um sistema Harman-Kardon Premium Logic 7. E não se preocupe em abaixar-se para pegar o iPod para trocar alguma coisa: estique os braços e faça isso com os dedos, através da tela sensível ao toque do Infotainment System. Sua sogra não gosta de U2? Não, zé-mané. Não é para mandá-la para os quintos, não. Dê-lhe um fone de ouvido, coloque aquela canção batida do Roberto Carlos e ela ficará feliz da vida. Há saídas de fone independentes para todos os passageiros, inclusive para sogras. As crianças não param de brigar? Bote um DVD da Era do Gelo 3 e escute as gargalhadas delas, diante das trapalhadas do Sid, mostradas nas duas telas LCD instaladas nos encostos de cabeça dianteiros.
Plug para iPod.
Telas LCD para os passageiros de trás.
Os passageiros estão satisfeitos, confortavelmente acomodados, desfrutando de uma visão cinematográfica e curtindo um som de qualidade. As crianças, rindo que só vendo. E você, piloto? Está feliz? Aposto que sim. A posição de dirigir é alinhada, e a altura do assento permite uma visão panorâmica daquilo que está além do para-brisas. Tudo está sob o seu total controle e poder. O dispositivo Bluetooth lhe garante atender aquela ligação urgentíssima, enquanto dirige para a fazenda. E, ao seus pés, pronto para obedecer a menor pressão do acelerador, um motor potente transbordando torque e potência. A nova transmissão automática ZF6HP28 garante trocas de marcha 10% mais rápidas, e se adapta ao estilo de dirigir do motorista e ao tipo de terreno pelo qual trafega.
Os pneus acariciam a pista, e o Discovery flutua sobre o asfalto, através da suspensão independente a ar. Estabilidade? Abaixe a suspensão. Obstáculos? Levante-a para até 125 milímetros. A sogra não consegue entrar? Abaixe o carro para até 50 milímetros. Nelson Ned adoraria. E quando for rebocar sua lancha, não se preocupe com a dianteira levantada, pois a suspensão eletrônica é também auto-nivelante. Quanto a segurança, se você exagerar no teu naco de Collin McRae, o DSC (Dynamic Stability Control) te livra de enrascadas. E, se não livrou, 8 airbags lhe darão outra oportunidade.
Navegar é preciso.
Vocês chegaram na estradinha de terra que liga a rodovia à fazenda. O Discovery abre um sorrisão. O off-road lhe é muito familiar. O sistema Terrain Response foi melhorado, e agora inclui duas novas funções: o Sand Launch Control, que controla a patinagem das rodas sobre areia, e o Rock Crawl Pre-charge, que melhora a aderência e a resposta de frenagem, em terrenos pedregosos. A tração 4×4 e a boa altura em relação ao solo lhe deixam enfrentar de aclives acidentados a “corguinhos” molhados.
De volta para a cidade, trânsito caótico pela frente. Mas o Discovery mantém o semblante feliz. Câmeras te ajudam a estacionar e a verificar obstáculos 360°. Sensores periféricos detectam qualquer tentativa de arrombamento. E os bancos totalmente rebatíveis livram espaço para o transporte de sofás, abajures, bóias de baleia e outros cacarecos urbanos. Os três tetos-solares também podem ser chamados de tetos-lunares e tetos-estrelares, arrematando o visual “cool” no “by night” com a patroa.
Selva de pedra.
Três tetos-solares.
É isso. Após a ida à fazenda, você estaciona o jipe em sua vaga. Observa-o, todo sujo, com restos de grama na grade frontal, marcas de mãos nas portas empoeiradas, restos de biscoito nos bancos de couro, e o CD do Roberto Carlos em cima do painel, que sua sogra esqueceu de levar. Mas, mesmo assim, um súbito sentimento de satisfação lhe invade o espírito, e nenhum sentimento de culpa ou dó. Afinal, você pôde proporcionar um fim de semana legal, junto da família, e ter voltado com segurança e conforto. Aquele grande carro empoeirado, continua intacto e ainda brilha. Até porque toda aquela sujeira é prova indelével dos atributos valentes do carro. Eis o Discovery. Perdoem-me os fãs de Pajero, Cherokee e afins. Esses são os outros. Só o Discovery é um Discovery. Só ele tem infinitas possibilidades para serem descobertas, seja na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha onde sua sogra hiberna.
Embora seja pesado, o FX é rápido, graças às duas poderosas opções de motor. O FX37 utiliza uma variação do 3.7 V6 que equipa o Nissan 370Z, gerando 316 cavalos. Já o FX50 possui 385 cavalos, oriundos de um motor V8 de 5 litros, ainda mais ágil. Ambos são sincronizados a uma caixa de transmissão automática de sete velocidades.
Rodar e Dirigibilidade
2 Estrelas
O FX não tem a mesma agilidade em curvas do que o BMW X6, mas tem boa dose de diversão, em função da boa rigidez torcional e da direção esperta. Ele poderia ser um pouco mais aderente, e o rodar é um problema – sente-se muito do terreno em qualquer velocidade, e grandes lombadas lhe farão mal aos seus rins.
Refinamento
2 Estrelas
Os motores são silenciosos em baixas rotações, e produzem um som visceral quando em altas. Não há ruído de arrasto aerodinâmico, mas, com os largos pneus, você ouve muito ruído do rodar – e ainda mais se você optar pelas rodas de 21 polegadas. Há também certo barulho da suspensão.
Custos
2 Estrelas
Seja qual FX você comprar, ele não será barato. A desvalorização não é boa, então, seu bolso sairá mais agredido, na hora de vender, do que os bolsos de consumidores de BMW ou Land Rover. Você também irá gastar uma pequena fortuna para mantê-lo, pois somente motores a gasolina gastões estão disponíveis. Ainda, as emissões de CO2 são altas, portanto, nem pense em comprá-lo como um carro de frota.
Qualidade e Durabilidade
3 Estrelas
A maioria dos materiais utilizados são de boa qualidade. Não tanto refinados quanto os presentes nos concorrentes alemães, mas bons o suficiente. Entretanto, alguns painéis de plástico parecem baratos demais para um carro premium. E, embora a marca Infiniti seja desconhecida na Grã-Bretanha, sua íntima ligação com a Nissan deverá lhe dar certa tranqüilidade quanto à durabilidade das peças.
Segurança
4 estrelas
O controle de estabilidade, de série, te manterá longe de enrascadas, mas, se o improvável for inevitável, há abundância de equipamentos para prevenir ferimentos graves. Assim, há airbags frontais, laterais e de cortina em toda a linha, bem como um sistema de encostos de cabeça ativos, que previnem lesões oriundas do efeito chicote, provocado por batidas traseiras.
Ao Volante
3 Estrelas
Os assentos são eletricamente ajustáveis em todas as versões, e a direção possui ajustes de altura e profundidade, portanto, você não encontrará problemas em se sentir confortável. A pequena janela traseira não garante boa visibilidade (mas há câmera auxiliar), e o sistema multimídia não é dos mais instintivos.
Espaço e Praticidade
2 Estrelas
Um carro grande possui uma grande cabine, certo? Errado. O FX é surpreendentemente apertado, tanto na frente, quanto atrás, impedindo que quatro adultos se sintam totalmente livres dentro do habitáculo. O porta-malas não é tão grande quanto se espera de um SUV, mas os bancos traseiros são rebatíveis, caso necessite transportar coisas grandes.
Equipamento
5 Estrelas
Pense em qualquer equipamento possível. Há chances de que o FX o tenha como item de série. A versão de entrada GT vem com assentos em couro eletricamente reguláveis que são aquecidos e refrigerados; vidros escurecidos, pintura auto-reparadora, teto-solar elétrico, sistema multimídia e rodas de alumínio de 20 polegadas. A versão S adiciona suspensão adaptativa e rodas de 21 polegadas, enquanto que o FX50S vem com direção ativa, piloto automático inteligente e um sistema multimídia mais avançado.
UMA ESCOLHA INTERESSANTE PARA OS FÃS DE SUVS MAIS ESPORTIVOS. PORÉM, VOCÊ PAGARÁ MUITO, CASO ENCARE SER DIFERENTE.
3 ESTRELAS.
Faróis maiores e mais agressivos.
A pequena janela traseira atrapalha a visibilidade.
Depois do Hyundai Tucson, agora é a vez do Kia Sportage ser renovado. Ele compartilhará a plataforma do recém-lançado ix35, bem como outras diversas peças e dispositivos. O visual, porém, é distinto. Assinado por Peter Schreyer, o desenho do Novo Sportage é mais retilíneo, sóbrio e robusto.
Maior, melhor e mais bonito.
Ele será oficialmente lançado, na Coreia do Sul, provavelmente no final deste ano ou no início de 2011. Nos EUA, os motores serão os mesmos do Tucson (2.0 e 2.4 litros a gasolina). Na Europa, espera-se três motores a diesel (um 1.7 de 115 hp e dois 2.0, de 134 e 184 hp) e dois a gasolina (de 1.6 e 2.0 litros, com 140 e 166 hp respectivamente).
Janela traseira diminuta. Câmera imprescindível.
Se vier para o Brasil, o Novo Sportage aposentará o atual, pois este é importado da Coreia e, uma vez saindo de linha, não poderá mais estar disponível em nosso mercado. Só esperemos que as unidades trazidas para cá não sejam nem visualmente, nem tecnologicamente simplificadas.
Eder Kambara é apaixonado por carros. Através do Fórum Automotivo, o autor deseja mostrar, em bom português, as opiniões do melhor programa mundial sobre automóveis: o TopGear. E também tem a modesta pretensão de expor suas próprias opiniões.
Fale com o autor: ederkambara@yahoo.com.br
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