Por Sam Philip, da revista britânica Top Gear
Traduzido e adaptado por Eder Kambara
Ouça os puristas da Porsche, ou os muitos consumidores que receberiam o 911 Cabrio com o dedo do meio levantado e uma chuva de palavrões – e olha que não são poucos -, e então será fácil esquecer de que o 911 de capota é ainda um bom carro esporte. Sim, há talvez uma fração de flexibilidade do chassi, um pouco menos de resposta do que no coupé, mas, se comparado com o Aston V8 Roadster, o Porsche reformulado se apresenta com uma impressiva e focada pegada e, com 380 hp, rápido o bastante.
O único problema, porém, é o cambio Porsche PDK de dupla embreagem, que se esquece que o 911 Cab é um carro esportivo. Deixe todo o serviço com a transmissão, e ela engatará desesperadamente a mais alta marcha fisicamente possível – rode a 30 mph e o câmbio engata a sétima – o que acarreta em um vácuo relevante quando se pisa no acelerador e o PDK reduz as marchas até engatar a segunda, ou até mesmo a primeira. Não muito esportivo.
O vício pelas baixas rotações rouba do 911 muito de sua aura – a nova injeção direta de combustível não oferece aquele rugido gutural do motor antigo, enquanto não acelerar o motor até 4000 rpm. O que nunca acontecerá, a menos se você manejar a transmissão no modo totalmente manual. O que você fará, imediatamente. O conservadorismo do PDK pode até ser uma boa notícia para a economia e para o nível de emissões, mas, para se redescobrir o lado esportivo do 911 Cabrio, é melhor usar o câmbio manual.
De qualquer modo, o proletariado ainda assim odiará você.





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