Por Paul Horrel, da revista britânica Top Gear
Traduzido e adaptado por Eder Kambara
O iQ faz algo brilhantemente. Estacionar. O que é bom, porque, para o motorista urbano, estacionar é a principal dor de cabeça. O carro também faz muitas outras coisas muito bem. É fácil de dirigir no tráfego pesado, é muito bem projetado e desenhado. Acima de tudo, ele sinaliza que você se preocupa com a poluição, com o tráfego, e com todos os males produzidos pelos carros comuns.
Então, a opção de motor menos poluente, o 1.0 de três cilindros, é conceitualmente correto para isso. Infelizmente, mesmo o mais fissurado fã terá que se conformar de que o iQ não se dará muito bem na rodovia, nem diante de uma subida, nem quando você precisar usar a faixa da esquerda, quando aparecer uma oportunidade. O novo motor 1.3 de quatro cilindros é melhor: fornece aceleração de verdade, além das 60 mph.
O motor 1.3 não é tão carismático quanto o três cilindros. Ele apenas sussura enquanto empurra o carro. Mas os compradores não estão a procura de carisma mecânico. Muito menos a procura de uma maneira carismática de negociar rotatórias, retornos ou trevos, porque, enquanto o motor 1.3 oferece a potência para isso, a suspensão, mole, faz da experiência completamente nauseante. Isso é inevitável, haja vista o entreeixos ser tão curto, e a posição de dirigir, tão alta.
Mas, por outro lado, as emissões do 1.3 ainda são boas, taxadas em 113g/km para a versão manual, auxiliadas pelo suave, ágil e novo sistema “stop-start”, que desliga o motor quando o semáforo está fechado. A outra alternativa é o câmbio CVT. Acredito que a maioria dos compradores escolherá o CVT, pois eles não são o tipo de pessoa que gostem tanto do ato de dirigir. O iQ é suave se você for gentil, mas começará a gritar feito uma histérica, se tentar esganar o seu pescoço. As emissões da versão CVT é de 120g/km, e essa opção leva o preço para 12.500 libras.
O que é muito para um carro de cabine barata – plásticos ásperos, alavanca do câmbio parecendo aqueles DVD players de supermercado. O engenheiro-chefe do iQ admitiu ter cometido um erro, ao não insistir para a gerência a feitura de um interior melhor acabado, e completa dizendo que estão sendo desenhados padrões melhores de revestimentos.
Apesar de tudo isso, eu ainda quero amar o iQ. Moro na cidade e simplesmente adoro carros fáceis de estacionar. E estou maravilhado com o esforço dos engenheiros da Toyota, ao fazerem um carro tão pequeno e tão seguro. Porém, como único carro, impossível.
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