Usado da Vez: Ford Fiesta Sedan

fiestasedan

Por este ângulo, o Fiesta se parece com a geração anterior do Mondeo.

A bunda faz toda a diferença. Em se tratando de mulheres, a parte feminina mais idolatrada pelos brasileiros é, certamente, a parte traseira. Americanos, por outro lado, gostam de seios. Será que é por isso que os carros de lá obrigatoriamente têm airbags?

Saindo desse assunto de maior interesse (para a maioria dos homens e para algumas mulheres) para o segundo assunto de maior interesse (para a maioria dos homens e para algumas mulheres), no certame automotivo, a bunda também faz toda a diferença. E não é só no Salão do Automóvel, não. É na garagem mesmo.

Tecnicamente falando, as diferenças entre as versões hatch e sedan são poucas. O motor é o mesmo, o espaço interno é o mesmo, os equipamentos, os mesmos, até os preços não são tão diferentes assim. Talvez uma modificação nas padronagens do acabamento e um ajuste na suspensão, para suportar maior peso. E só. Um olhar racional nos diria que a maior diferença entre um sedan e um hatch são os poucos centímetros a mais na parte de trás. Lógico, o espaço do porta-malas é duplicado. Tá, talvez essa seja a maior diferença.

Em contrapartida, psicologicamente falando, as distinções entre as versões hatch e sedan são muitas. E, na hora da compra, o lado racional costuma funcionar menos do que o emocional. No Brasil, sedans sempre foram sinônimo de carro superior, carro da chefia. E, mesmo as variações de carros populares, como o Fiesta (de que trataremos logo mais), o porta-malas maior dá um “plus” fundamental para o ego do motorista. No caso, o Fiesta Sedan nem é tido mais como um carro popular, e sim, um sedan. Compacto, mas um sedan. A bunda faz toda a diferença.

O fato é que sedans fazem sucesso, como as bundas do carnaval. O mercado está maduro e cheio de opções, tanto no mercado de veículos novos, quanto no de veículos usados. E, dentre os automóveis de segunda mão, um saloon que merece destaque é o Ford Fiesta Sedan.

Ele foi lançado em 2004 com motores 1.0 (66 cv), 1.0 Supercharger (95 cv) e 1.6 Flex (111/105 cv). Há cinco anos no mercado, o Mini-Mondeo é figurinha fácil nas lojas de seminovos. Em 2006, chegou a versão 1.0 bicombustível (73/71 cv). Em 2007, sofreu uma reestilização, ganhando novos parachoques, faróis e acabamento. A traseira, no entanto, manteve-se quase inalterada.

Os Fiesta sempre foram gostosos de dirigir, e o sedan não poderia ser diferente. Todavia, o motor 1.0 não faz milagres, e o maior peso do três volumes são sentidos no acelerador e no marcador de combustível: seus donos criticam o consumo alto do 999 cm³. Hoje, o design não impressiona tanto, mesmo o de 2007, mas, em comparação com rivais como o Chevrolet Classic, o Ford é muito atual, quase de outro planeta.

O porta-malas é bom, com capacidade de 478 litros. Além disso, as dobradiças pantográficas contribuem para o melhor aproveitamento do espaço do compartimento, pois não furtam espaço nem amassam a bagagem.

Mas o maior defeito da linha Fiesta, presente também na versão sedan (viu que as diferenças são poucas?), é o acabamento interno. O plástico do painel é barato, e o excesso de peças plásticas vão, no futuro, compor uma sinfonia de ruídos. Em 2007, essa pobreza foi amenizada, com materiais mais afáveis ao tato e ao melhor isolamento acústico, mas não se iluda. Fiesta não é e nunca será um Focus.

O acabamento interno é pobre e, com o tempo, pode se tornar em uma rica fonte de ruídos.

O acabamento interno é pobre e, com o tempo, pode se tornar em uma rica fonte de ruídos.

A manutenção não é complexa. O estoque de peças é grande e o preço da mão-de-obra não é alto. O seguro é um dos mais baixos da categoria. Isto é, a economia de um hatch popular se mantém na versão sedan. Hummm… isso está começando a ficar interessante.

Posso dizer: comprar um sedan compacto, como um Fiesta Sedan, é usar a emoção com racionalidade. Ainda mais um Fiesta Sedan usado.

Preços: de R$ 24.500,00 a R$ 34.000,00.

Consulte preços detalhados em www.quatrorodas.com.br ou em www.fipe.org.br

Fique de Olho:

Plásticos e mais plásticos: o excesso de plásticos, e ainda por cima de qualidade inferior, faz com que apareçam ruídos das portas, porta-malas e painel. Alguns proprietários resolvem o problema em oficinas especializadas em acabar com os famosos “grilos”.

Reservatório de partida a frio: em 2006, a Ford efetuou um recall para a troca da peça, que vazava e prejudicava a partida com álcool. Por isso, verifique se tal reparo fora feito.

Embreagem: No test-drive, se o pedal da embreagem trepida ou patina, escolha outro carro. Alguns donos relatam desgaste prematuro da embreagem, às vezes antes dos 20 mil quilômetros.

Peças desalinhadas: veja se as portas, capô, tampa do porta-malas, parachoques, faróis e lanternas estão alinhadas com a carroceria. Não é difícil achar exemplares com essas peças desalinhadas.

Suspensão: passe em uma rua com imperfeições e escute com atenção. Se ouvir ruídos metálicos da suspensão, lembre-se de que nem a aplicação de mantas de borracha resolve o problema.

Referências: Revista Quatro Rodas – Dezembro/2008

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