Usado da Vez: Honda Fit

Hatch ou minivan? Este Pokémon é misterioso...

Hatch ou minivan? Este Pokémon é misterioso...

O Honda Fit, por mais que seja um carro adorado por todos, é um automóvel esquisito. Até hoje, muitos não sabem dizer se ele é um hatchback ou se é uma minivan. O fato, porém, é que ele reúne o melhor que há nesses dois mundos, entregando um carro único e surpreendente.

Minha tia comprou um logo no lançamento, no final de 2003. Em razão de seu esposo (logo, meu tio) estar viajando a trabalho, ela requisitou os préstimos de meu pai para que fosse até Londrina (na época, não havia revenda Honda em Maringá) buscar seu mais novo xodó. Fui junto, lógico.

No início, torcia o nariz para o seu desenho estilo Pokémon. Mas, durante a breve viagem de 100 quilômetros entre Londrina e Maringá, pude perceber o quanto o Fit é agradável, espaçoso, confortável e silencioso. Meu pai disse nunca ter dirigido um carro tão macio e leve. Já estava apaixonado, também.

De 2003 até 2009, já se passaram seis anos. E nunca o Fit da minha tia ficou internado na concessionária. Ele é um carro difícil de quebrar (desde, claro, se a manutenção estiver em dia). Ainda, o consumo de combustível é exemplar, mais econômico do que muito carro 1.0 por aí.

Relatos de experiência à parte, vamos ao que nos interessa.

No início, havia apenas um tipo de motorização: 1.4, de 80 cavalos, com a opção de vir com câmbio CVT. Na versão mais simples, a LX, o Fit vinha com uma lista de equipamentos extensa, que incluía ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, airbag para o motorista, alarme e preparação para som. A mais, a versão LXL vinha com rodas de liga leve, airbag para o passageiro, freios ABS e CD player.

Em 2005, chegou a versão topo de linha EX, com motor 1.5 16V de 105 cavalos. A única diferença visível entre a LXL e a EX era o pingo azul no “i” da palavra Fit, na tampa traseira. Mas o motor era bem mais esperto, com tecnologia i-VTEC.

No quesito qualidade, o Fit é uma miniatura do Civic.

No quesito qualidade, o Fit é uma miniatura do Civic.

No ano de 2007, o Fit sofreu sua primeira reestilização, ganhando novos para-choques, novas rodas e, na versão EX, retrovisores com repetidores de pisca (e os faróis não tinham máscara negra, e sim cromada). A versão LX ganhou requinte, pois perdeu as horríveis calotas e ganhou belas rodas de liga leve. O nível de equipamentos das versões se manteve inalterado. Destaque, porém, para o lindo e inédito sistema de som da versão EX. Em seguida, foi lançada a linha Flex, com o interessante segundo bocal de combustível, para a gasolina da partida a frio.

Pouco antes de mudar radicalmente, em 2008, surgia uma série especial “S”, com acabamento e visual mais esportivos – saias laterais, grade frontal esportiva etc. Era a versão EX com um pouco de pimenta. De cheiro, mas pimenta.

No mercado de seminovos, o Honda é um automóvel de pouca desvalorização e de altíssima liquidez. É colocar no pátio para vender poucos dias depois. Por isso, é meio difícil encontrar um nos pátios das lojas. Desta feita, ao encontrar um que esteja em bom estado, assine logo os papéis. Talvez no dia seguinte, um mais esperto já tenha assinado antes de você.

Preços: de R$ 31.300,00 (2003) a R$ 45.100,00 (2007). Consulte preços detalhados em www.quatrorodas.com.br ou em www.fipe.org.br

Fique de olho:

Faróis: nos modelos 2004, é comum haver infiltrações depois de forte chuva ou lavagens em lava – rápidos.

Ruídos nos vidros dianteiros: é comum nos carros mais antigos, e aparecem quando as janelas estão abertas pela metade. A Honda reparava o problema – nas máquinas dos vidros – quando os carros iam para revisão.

Cárter: as concessionárias costumavam oferecer o protetor de cárter como um acessório, e muitos o colocavam logo na compra do carro. Porém, é possível haver unidades sem tal acessório. Por isso, verifique possíveis avarias na parte dianteira do veículo.

Rangido nos bancos: problema mais freqüente nas primeiras versões, mereceu um boletim técnico da Honda.

Ruídos na dianteira: procure por eles durante o test-drive. Podem vir da caixa de direção, da suspensão dianteira ou dos coxins de motor e câmbio.

Referências: Revista Quatro Rodas – Março de 2007

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