Usado da Vez: Peugeot 307 Hatchback

Seu design ainda encanta.

Seu design ainda encanta.

Quando o Peugeot 206 foi lançado no Brasil, todos se surpreenderam e se apaixonaram pelo seu design inusitado, olhos de leão e curvas felinas. Em 2002, quando desembarcavam por aqui as primeiras unidades do Peugeot 307, a reação foi parecida.

O 307 era uma cativante opção para quem amava o visual diferente do 206, mas desejava mais espaço, sofisticação e potência.

Inicialmente importado da França, com motorização 1.6 16 válvulas de 110 cavalos, o 307 trazia consigo toda a conduta estética inaugurada pelo 206: boca grande, faróis agressivos e linhas curvilíneas. Só que em uma embalagem maior. As versões eram a básica Soleil, que era equipada com direção hidráulica, trio elétrico, airbag, ABS, calotas e CD player, mas sem ar-condicionado (evite carros apenas equipados com ventilador e ar-quente: é mico na certa na hora de vender); a intermediária Passion, que vinha com ar digital, vidros elétricos traseiros e rodas de liga leve; e a top Rallye, que adicionava ao pacote de equipamentos os retrovisores eletricamente rebatíveis, sensor de chuva e crepúsculo e faróis de neblina. Opcionalmente, esta versão oferecia teto solar, airbags laterais e headbags.

Em 2003, no ano seguinte ao lançamento, a versão top de linha ganhava motor 2.0 16 válvulas, que gerava 138 cavalos. Em 2004, os 307 começaram a ser fabricados na Argentina, e as versões mudaram de nome: a básica tornou-se Presence e a intermediária, Feline. Apenas o nome Rallye se manteve, e trazia, como novidade, a opção de câmbio seqüencial de quatro velocidades.

A primeira e única reestilização veio em 2006. Com ela, o 307 ganhava novos e maiores faróis, novos para-choques e nova grade dianteira, maior também, e novas lanternas, com elementos circulares. A versão Rallye era aposentada, para dar lugar ao modelo Griffe. O modelo Presence recebia a inédita motorização 1.6 16 válvulas Flex (110/113 cv), mais ar-condicionado e vidros elétricos traseiros. Por seu turno, a versão Feline trazia o motor 2.0 16 válvulas melhorado, gerando, agora, 143 cavalos. Mas logo saiu de linha, em razão das baixas vendas. Só em 2008 que tal motor retornou, porém já Flex, gerando 143/151 cavalos (G/A), nessa mesma versão Feline. Além da nova motorização, o modelo top de linha oferecia de série câmbio automático, bancos em couro de mentira e teto solar. Com isso, a exclusiva derivação Griffe era retirada de produção.

Acabamento refinado e desenho sóbrio.

Acabamento refinado e desenho sóbrio.

O interior do hatch médio francês é muito espaçoso, fazendo par com o do Fiat Stilo, até então referência nesse quesito. A qualidade dos materiais empregados é superior, distanciando-se bastante do 206. O desenho do console não é inspirador, mas tudo está disposto em posições ergonômicas. A posição de dirigir é mais elevada do que em outros carros da categoria, como Astra e Golf, e por isso o 307 se parece um pouco com uma minivan. Mas nem por isso deixa de ser um carro estável e gostoso de dirigir.

O preço do seguro é o mais baixo da sua categoria, e o seu visual é ainda atual (para modelos a partir de 2006), idêntico ao de um zero quilômetro. Mas as peças de reposição são caras, por serem importadas.

Um 307 de segunda mão é uma boa compra. Traz consigo requintes que não se encontram na categoria dos compactos, espaço maior e status, por um preço até razoável. Mas também traz custos dignos dessa superioridade.

Preços: de R$ 25.800,00 a R$ 57.000,00. Consulte preços detalhados em www.quatrorodas.com.br ou em www.fipe.org.br

Fique de Olho:

Sistema elétrico: panes no software da central eletrônica podem parar o funcionamento dos vidros e travas elétricos, com certa freqüência. Porém, pode resolver o problema a aplicação de grafite em pó nas canaletas dos vidros.

Suspensão: se você perceber falta de estabilidade, desalinhamento da direção ou trepidação no volante, a razão talvez seja o rompimento da bucha da bandeja da suspensão, que é frágil.

Lavador do para-brisa: veja se a mangueira do conjunto está com algum vazamento. Caso estiver solta, colocar uma presilha resolve o defeito e evita solturas posteriores. Se estiver furada, troque-a. E coloque a presilha, por precaução.

Motor: não são raros os casos de vazamentos de água por meio da junta do cabeçote, gerados na maioria das vezes por superaquecimento. Nessas situações, a junta precisa ser trocada por uma de maior espessura, que custa cerca de 80 reais.

Farol: depois de chuvas torrenciais ou uma lavagem no lava-rápido, os faróis podem ficar embaçados, em razão de vedação insuficiente das lentes. Se o carro ainda estiver na garantia, é melhor trocar os faróis. Se não, uma pequena aplicação de silicone pode resolver.

Referências: Revista Quatro Rodas – Maio de 2009.

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Comments
4 Responses to “Usado da Vez: Peugeot 307 Hatchback”
  1. Nossa! Não sabia que esse carro tinha tantos problemas…

  2. Luíz Coelho disse:

    Tenho um Peugeot 307 Rally que está entrando água de chuva no interior, molhando o carpete do lado do motorista, na frente e atrás. Alguém tem alguma dica para solução deste problema?

    • Raphael disse:

      Cara, verifica as mangueiras do ar quente, é só tirar uma capa ali do lado do carpete, logo você vai ver uma tampa preta e os dois canos, o problema geralmente é na vedação deles ou, o ring, é um problema barato, simples e rápido de resolver.

  3. Lima disse:

    Tenho um 307 a 5 anos, nunca tive nenhum problema relacionado na matéria.. mas todo carro tem seu probleminhas de projetos.. rsrs e não seria diferente com o 307.

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